Grupo liberal quer mais mulheres falando de política

A participação feminina na política se dá em geral de duas formas: à esquerda, com mulheres vindas de movimentos sociais ou da militância feminista; e à direita, com evangélicas, ruralistas, algumas policiais e muitas que dão seguimento a dinastias estabelecidas há décadas.

Espremidas entre esses dois polos, e muitas vezes com dificuldade em serem ouvidas, estão as mulheres liberais.

São aquelas que priorizam reformas do Estado e privatizações. No lugar de cotas na política, preferem investimento em educação política para mulheres. Em vez de relegá-las a funções de caridade, defendem como prioridade que sejam mais numerosas em cargos de chefia de empresas.

Nos últimos cinco anos surgiram diversos grupos liberais Brasil afora, inclusive alguns específicos de mulheres. Um deles é o Movimento Brasil de Ideias, capitaneado pela gaúcha Karim Miskulin.

Formada em hotelaria e ciência política, ela há 15 anos criou a revista “Voto”, voltada para política. A partir de sua base original no Rio Grande do Sul, Karim começou a expandir seu movimento para outros estados. No último dia 22 de agosto, lançou o Brasil de Ideias em São Paulo.

“Sempre me chama a atenção que quando vou a eventos de executivos, quase não há mulheres”, afirma ela. “Muitas mulheres que têm talento acabam não virando CEOs em suas empresas porque não falam e não se interessam por política. Isso precisa ser corrigido”, diz.

Ela não se incomoda quando seu movimento é comparado a outras iniciativas que reúnem empresários e executivos, geralmente formados por homens. Dá risada quando ouve que seu movimento é uma espécie de Lide (fundado por João Doria) ou o Brasil 200 (ligado ao empresário Flávio Rocha) “de saias”.

Apoiadora da pauta econômica do governo, ela afirma não ter ligação com o governo de Jair Bolsonaro, embora tenha uma proximidade de muitos anos com dois ministros gaúchos como ela: Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Osmar Terra (Cidadania). “O governo Bolsonaro precisa ter mais interlocução com as mulheres”, afirma.

Ainda neste mês, deve haver um encontro com a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir a pauta de reformas do governo e temas como investimentos em infraestrutura, educação e a situação da Amazônia.

Temas caros ao feminismo, como direito ao aborto, não devem fazer parte do cardápio. O foco do grupo, explica Karim, é outro.

“Nossa pauta é dar visibilidade a mulheres executivas e criar um canal de relacionamento com líderes do Executivo e do Legislativo”, afirma.

Para isso, uma das iniciativas é investir em cursos de capacitação para mulheres. “A mulher não pode ficar alienada da política”, diz Karim.

A participação feminina na política se dá em geral de duas formas: à esquerda, com mulheres vindas de movimentos sociais ou da militância feminista; e à direita, com evangélicas, ruralistas, algumas policiais e muitas que dão seguimento a dinastias estabelecidas há décadas.

Espremidas entre esses dois polos, e muitas vezes com dificuldade em serem ouvidas, estão as mulheres liberais.

São aquelas que priorizam reformas do Estado e privatizações. No lugar de cotas na política, preferem investimento em educação política para mulheres. Em vez de relegá-las a funções de caridade, defendem como prioridade que sejam mais numerosas em cargos de chefia de empresas.

Nos últimos cinco anos surgiram diversos grupos liberais Brasil afora, inclusive alguns específicos de mulheres. Um deles é o Movimento Brasil de Ideias, capitaneado pela gaúcha Karim Miskulin.

Formada em hotelaria e ciência política, ela há 15 anos criou a revista “Voto”, voltada para política. A partir de sua base original no Rio Grande do Sul, Karim começou a expandir seu movimento para outros estados. No último dia 22 de agosto, lançou o Brasil de Ideias em São Paulo.

“Sempre me chama a atenção que quando vou a eventos de executivos, quase não há mulheres”, afirma ela. “Muitas mulheres que têm talento acabam não virando CEOs em suas empresas porque não falam e não se interessam por política. Isso precisa ser corrigido”, diz.

Ela não se incomoda quando seu movimento é comparado a outras iniciativas que reúnem empresários e executivos, geralmente formados por homens. Dá risada quando ouve que seu movimento é uma espécie de Lide (fundado por João Doria) ou o Brasil 200 (ligado ao empresário Flávio Rocha) “de saias”.

Apoiadora da pauta econômica do governo, ela afirma não ter ligação com o governo de Jair Bolsonaro, embora tenha uma proximidade de muitos anos com dois ministros gaúchos como ela: Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Osmar Terra (Cidadania). “O governo Bolsonaro precisa ter mais interlocução com as mulheres”, afirma.

Ainda neste mês, deve haver um encontro com a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir a pauta de reformas do governo e temas como investimentos em infraestrutura, educação e a situação da Amazônia.

Temas caros ao feminismo, como direito ao aborto, não devem fazer parte do cardápio. O foco do grupo, explica Karim, é outro.

“Nossa pauta é dar visibilidade a mulheres executivas e criar um canal de relacionamento com líderes do Executivo e do Legislativo”, afirma.

Para isso, uma das iniciativas é investir em cursos de capacitação para mulheres. “A mulher não pode ficar alienada da política”, diz Karim.